Inverno astral

 ***           * texto desenvolvido a partir do recorte de jornal para exercício da carpintaria                                                                                                                                                    ***   Era articulista de política quando a estagiária de astrologia se demitiu, ia cursar Administração e voltar a trabalhar na loja

Inverno astral

 ***           * texto desenvolvido a partir do recorte de jornal para exercício da carpintaria                                                                                                                                                    ***   Era articulista de política quando a estagiária de astrologia se demitiu, ia cursar Administração e voltar a trabalhar na loja

Virada – Cultural, Peron no mucho

Estação República, desembarque pelo lado direito do trem. Antes da primeira possibilidade audível do saxofone de Lou Donaldson, dois indivíduos tomados pelo CH3CH2OH brigavam no asfalto. Foi a primeira atração. O motivo, pelo pouco que deu para entender,  nem eles

Virada – Cultural, Peron no mucho

Estação República, desembarque pelo lado direito do trem. Antes da primeira possibilidade audível do saxofone de Lou Donaldson, dois indivíduos tomados pelo CH3CH2OH brigavam no asfalto. Foi a primeira atração. O motivo, pelo pouco que deu para entender,  nem eles

Há vagar II

Divagar quase pairando.

Há vagar II

Divagar quase pairando.

Há vagar

Divagar – si vai ao longe.

Há vagar

Divagar – si vai ao longe.

Saudade é

quando o mindinho da ausência bate na quina do gaveteiro.  

Saudade é

quando o mindinho da ausência bate na quina do gaveteiro.  

Deus castiga

*** texto desenvolvido a partir da proposta “crucifique um pombo” para exercício da carpintaria *** Foi só naquele dia que precisou de mais do que três pregos. As mãos em descompasso. Chovia granizo, e ele ainda uma criança. Pobre da pomba, levou

Deus castiga

*** texto desenvolvido a partir da proposta “crucifique um pombo” para exercício da carpintaria *** Foi só naquele dia que precisou de mais do que três pregos. As mãos em descompasso. Chovia granizo, e ele ainda uma criança. Pobre da pomba, levou

o minuto

tradução livre the the minute – Charles Bukowski * * * “eu estou sempre lutando pelo próximo minuto,” eu digo à minha esposa. então ela começa a dizer o quão enganado eu estou. esposas têm um jeito de não acreditarem

o minuto

tradução livre the the minute – Charles Bukowski * * * “eu estou sempre lutando pelo próximo minuto,” eu digo à minha esposa. então ela começa a dizer o quão enganado eu estou. esposas têm um jeito de não acreditarem

Argumento

O telefone toca. Toca… – Alô?! – Boa tarde, senhor Iuri? – Sim, é ele. – Senhor Iuri, com i ou com ípsilon? – Oi? Quem fala, hein? – Senhor Iuri, meu nome é Alessandra e eu falo em nome

Argumento

O telefone toca. Toca… – Alô?! – Boa tarde, senhor Iuri? – Sim, é ele. – Senhor Iuri, com i ou com ípsilon? – Oi? Quem fala, hein? – Senhor Iuri, meu nome é Alessandra e eu falo em nome

A fórmula do amor

Texto feito para o blog Mais poesia, menos jornalismo SuperNova! Cosmopolita A fórmula do amor (Da Redação) Era domingo à tarde quando nossa repórter soube que, na manhã seguinte, partiria pelos interiores da região sudeste. A missão: buscar material sobre o

A fórmula do amor

Texto feito para o blog Mais poesia, menos jornalismo SuperNova! Cosmopolita A fórmula do amor (Da Redação) Era domingo à tarde quando nossa repórter soube que, na manhã seguinte, partiria pelos interiores da região sudeste. A missão: buscar material sobre o

“…Somos contos contando contos, nada”

Vestia um longo macacão azul marinho gentilmente emprestado pela tia Therezinha. O olhar permanecia preservado atrás das lentes escuras de seus óculos superlativos. Inclinou de leve a cabeça para a direita – tentativa frustrada de descobrir o que o rapaz ao lado estava a ler

“…Somos contos contando contos, nada”

Vestia um longo macacão azul marinho gentilmente emprestado pela tia Therezinha. O olhar permanecia preservado atrás das lentes escuras de seus óculos superlativos. Inclinou de leve a cabeça para a direita – tentativa frustrada de descobrir o que o rapaz ao lado estava a ler

Melquesedeque

A porta de madeira, cupins e vidro jateado – destes que já não se fabrica mais desde mil novecentos e trinta e três – anunciava em dourado descascado: Albuquerque. Nem pestanejou, adotou tal alcunha para sua faceta secreta. Um distinto

Melquesedeque

A porta de madeira, cupins e vidro jateado – destes que já não se fabrica mais desde mil novecentos e trinta e três – anunciava em dourado descascado: Albuquerque. Nem pestanejou, adotou tal alcunha para sua faceta secreta. Um distinto

Usando a música a seu favor

A música, de certo, é uma das formas mais completas de arte. Desenvolve a percepção, a sensibilidade, a disciplina, o ritmo, a coordenação motora, a memória… e truques e sutilezas que a vida não ensina. Mesmo se o tópico for piadinhas infames,

Usando a música a seu favor

A música, de certo, é uma das formas mais completas de arte. Desenvolve a percepção, a sensibilidade, a disciplina, o ritmo, a coordenação motora, a memória… e truques e sutilezas que a vida não ensina. Mesmo se o tópico for piadinhas infames,

Cronologia musical do amor – ou Silogismo fail

“All you need is love” (The Beatles – 1967) “Só love, só love. Só love, só love…” (Claudinho e Buchecha – 1998)

Cronologia musical do amor – ou Silogismo fail

“All you need is love” (The Beatles – 1967) “Só love, só love. Só love, só love…” (Claudinho e Buchecha – 1998)

Barbarella no país das maravilhas

Ambas do sexo feminino, uma menina e uma mulher. No início, uma escuta a irmã mais velha a lhe contar histórias, enquanto a outra se despe por completo em uma sala de gravidade zero. Até então, em comum, apenas os cromossomos

Barbarella no país das maravilhas

Ambas do sexo feminino, uma menina e uma mulher. No início, uma escuta a irmã mais velha a lhe contar histórias, enquanto a outra se despe por completo em uma sala de gravidade zero. Até então, em comum, apenas os cromossomos

Histórico somático

Vim, vi e acordei com conjuntivite.

Histórico somático

Vim, vi e acordei com conjuntivite.

The angry man

Levantou-se logo depois de balbuciar, entre pigarros, o primeiro palavrão do dia. Malditas cacatuas! – seguia a exclamar, apertando trêmula e fortemente as mãos contra os ouvidos. Se quisesse ser acordado às 6h15 de todas as manhãs pelo hino do

The angry man

Levantou-se logo depois de balbuciar, entre pigarros, o primeiro palavrão do dia. Malditas cacatuas! – seguia a exclamar, apertando trêmula e fortemente as mãos contra os ouvidos. Se quisesse ser acordado às 6h15 de todas as manhãs pelo hino do

Coisas boas de ser (alfabetizado em português e) poliglota

Ser poliglota é coisa trabalhosa, exige elasticidade cerebral. Em compensação, dá benefícios que só a pluralidade linguística traz para você. Não, a questão não é o generoso salário de um intérprete de conferência, mas que proporciona ferramentas que nem os

Coisas boas de ser (alfabetizado em português e) poliglota

Ser poliglota é coisa trabalhosa, exige elasticidade cerebral. Em compensação, dá benefícios que só a pluralidade linguística traz para você. Não, a questão não é o generoso salário de um intérprete de conferência, mas que proporciona ferramentas que nem os

Temporal

O futuro foi agora há pouco Chegou todo sorrateiro rápido e rasteiro Logo depois do presente

Temporal

O futuro foi agora há pouco Chegou todo sorrateiro rápido e rasteiro Logo depois do presente

Razões para adotar um animal de estimação

Porque há mais motivos entre a pet shop e o abrigo, Horacio, que sonha nossa vã filosofia Você pode responsabilizá-lo por vontades que tem, mas não quer assumir. Por exemplo,

Razões para adotar um animal de estimação

Porque há mais motivos entre a pet shop e o abrigo, Horacio, que sonha nossa vã filosofia Você pode responsabilizá-lo por vontades que tem, mas não quer assumir. Por exemplo,

Gente pouca

Pouca gente me sabe Pouca gente se sabe Pouca gente quer saber Muita gente quer

Gente pouca

Pouca gente me sabe Pouca gente se sabe Pouca gente quer saber Muita gente quer

Maquiavel para leigos

“Os fins justificam os meios” é como quando você se muda:

Maquiavel para leigos

“Os fins justificam os meios” é como quando você se muda:

Amor por escrito

Entendia-se por gente desde que começou a escrever. Tinha um apreço imensurável pelas palavras . Falava sozinha por escrito. Inevitável, afinidade é coisa forte e rara. A relação era meio conturbada; indas, vindas, crises e términos. Até flertava com outras

Amor por escrito

Entendia-se por gente desde que começou a escrever. Tinha um apreço imensurável pelas palavras . Falava sozinha por escrito. Inevitável, afinidade é coisa forte e rara. A relação era meio conturbada; indas, vindas, crises e términos. Até flertava com outras

Morar sozinho é… (parte 3)

Precisar sair e se perceber trancado na própria casa – do lado de dentro -  porque não sabe onde guardou as chaves. Nunca.

Morar sozinho é… (parte 3)

Precisar sair e se perceber trancado na própria casa – do lado de dentro -  porque não sabe onde guardou as chaves. Nunca.

Minimalista

Esta é a história sem começo Fim.

Minimalista

Esta é a história sem começo Fim.

Pensamento

Pensa, minto? Pensa, mente. Pense: minta! Pensa… mente. Pensa, vê? Pura mente. Até a mente mente. “No presente a mente, o corpo é diferente” – já dizia Belchior.

Pensamento

Pensa, minto? Pensa, mente. Pense: minta! Pensa… mente. Pensa, vê? Pura mente. Até a mente mente. “No presente a mente, o corpo é diferente” – já dizia Belchior.